quarta-feira, 2 de maio de 2012

A nós que somos filhos de santo

Pai, mãe de santo, sacerdote, Babalorixá, Yalorixá, líder religioso... enfim,,, seja lá o nome que se dá àquele que por reconhecimento do astral é chamado para uma missão, cuidar dos Orixás, Guias e estender esse cuidado aos médiuns, assistentes e irmãos de religião.
Como somos um Templo de Umbanda não vamos expandir aos nossos queridos ogans e ekedis que também contam com uma responsabilidade infinita tanto junto ao astral como aqui na terra, mas reconhecemos se tratarem também de seres especiais e que por vezes sentem as mesmas dificuldades que os pais e mães de santo. Por isso pedimos a benção aos senhores.
Na verdade queremos expor o que cada um desses escolhidos tem em comum e que por isso se tornam seres especiais.

Lembrem-se que um pai ou mãe de santo pode não ter todas as respostas, mas com certeza, carrega todas as incertezas de seus filhos e sofre com isso.
Entendam que ao pai ou mãe de santo não foi dado do dom da perfeição, mas sim o dom de acreditar incondicionalmente nos Guias e Orixás que ele cuida com tanto amor e que por muitas, mas muitas vezes vê serem esquecidos por seus próprios filhos.
Ao pai ou mãe de santo não foi passado nenhuma receita mágica para resolver os problemas do mundo, mas com certeza este ser denominado pai ou mãe de santo foi agraciado com a fé inabalável. Ele foi agraciado com a humildade de abraçar seus filhos, cuidar, pedir, rezar, brigar sim, chamar a atenção, cobrar responsabilidade e saber que pouquíssimas vezes será reconhecido por isso.


Ao pai ou mãe de santo sobra amor e, na maioria das vezes a paga é a falta de gratidão!!!


Quem tem pai ou mãe de santo é abençoado duas vezes porque tem a oportunidade de ter em sua vida os pais biológicos e um ilustre desconhecido que te amará da mesma maneira, sem nenhum vínculo familiar, mas que cuidará de voce como se fosse da própria família.


Pra terminar essa pequena homenagem a esses senhores e senhoras que cuidam da nós como se fôssemos parte de sua família carnal segue uma cantiga:


"Quem tem seu pai (mãe) que não adora ele (a), eu adoro o meu porque só tenho ele (a)".


Pensem nisso!!!

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