Nós umbandistas sabemos o que é sofrer preconceito. Claro que já evoluímos bastante nesse quesito e já ousamos assumir nossa religiosidade na sociedade, em nossos locais de trabalho. Já temos legislação que nos defende, caso nos sintamos preteridos em razão da religião. Mas isso tudo não nos isenta do preconceito velado, silencioso... dos comentários maldosos quando passamos de branco ou com nossas guias no pescoço por pessoas que não nos toleram.
Isso acontece com todos os umbandistas, sem distinção... alguns motivado pela ignorância, nos vêem como seres praticantes do mau... outros motivado por ações de nossos irmãos que, se valem dessa "possibilidade" de fazer o mau.
Consciência temos que ter da responsabilidade de sermos umbandistas e Cidadania é fazer valer essa responsabilidade.
Somente com ações positivas, partindo de nós mesmos é que podemos mudar esse pré-conceito que sofremos, mas para isso acontecer precisamos ser firmes em nossa filosofia e praticá-la de forma efetiva.
Um exemplo disso é não deixarmos as ditas entregas ou despachos em encruzilhadas, ruas ou estradas; é não acendermos velas em matas e muito menos despejarmos na natureza objetos que não podem ser aproveitados por ela.
Não adianta... se quisermos respeito, devemos respeitar e para isso o primeiro passo é o respeito ao templo de nossos queridos Orixás. Não há motivos nem argumentos que se sustentem quando vemos um alguidar com restos, com sujeiras, com garrafas de vidro ao lado, em plena via pública... também não podemos defender nossa religião quando somos questionados quanto a despejarmos essas coisas em matas, cachoeiras e mares.
Enfim, queridos irmãos, vamos exigir nosso direito de manifestarmos nossas crenças mas, com atitudes corretas.
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